quarta-feira, 21 de maio de 2008

Meteorito raro

Meteorito raro de 420 kg vai a leilão em Nova York. O leilão, incluirá ainda excremento de dinossauro e presa de mamute.

NOVA YORK - Um pedaço de ferro e níquel incrustado com cristais de olivina, o corpo principal do meteorito Fukang, com cerca de 420 kg, será leiloado pela Bonhams New York. A casa de leilões espera obter um preço de mais US$ 2 milhões pelo espécime, descoberto na China em 2000.

Outros meteoritos também serão vendidos no leilão, juntamente com itens como uma presa de mamute de 30 mil anos, o crânio de um castor gigante e uma pilha de excremento de dinossauro de 1,4 kg que deverá ser arrematada por cerca de US$ 450.

Ibama quer proteger maior cratera da América do Sul

O Ibama de Mato Grosso concluiu e encaminhou a Brasília um relatório que prevê a criação de um "mosaico" de unidades de conservação para proteger a área do domo de Araguainha, a maior cratera de meteorito da América do Sul e a 17ª do mundo. O sítio geológico que abriga o domo --uma referência ao formato abobadado do núcleo da cratera-- está localizado na divisa de Mato Grosso e Goiás e abrange o território de seis municípios.

Dois deles, Araguainha e Ponte Branca (475 km de Cuiabá), foram erguidos dentro da cratera, que tem 40 quilômetros de diâmetro e cuja curvatura só é perceptível se vista de um avião. Geólogos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da USP (Universidade de São Paulo) estimam que o local seja o resultado do choque de um corpo celeste ocorrido há aproximadamente 250 milhões de anos.

O meteorito, segundo eles, tinha até 4 quilômetros de diâmetro, e seu impacto teve potência equivalente à de 28 milhões de bombas nucleares semelhantes à de Hiroshima.

No local, há rochas deformadas que só surgem em eventos dessa magnitude e fragmentos fossilizados de organismos marinhos -no momento do choque, a região era um mar raso.

Além de cidades, a área da cratera --que se estende por 281 mil hectares-- abriga pelo menos 20 cavernas de arenito e já teve 12 sítios arqueológicos identificados. Concentra ainda nascentes de vários formadores do rio Araguaia e espécies da flora e da fauna do cerrado ameaçadas de extinção --como o tamanduá-bandeira, a onça-parda, o lobo-guará e a arara-azul-grande.

Esse patrimônio natural está ameaçado pela exploração inadequada da região. Cercas, pastos e centenas de quilômetros de estradas vicinais também fazem parte do cenário do domo de Araguainha. Além da pecuária e da agricultura intensiva, que já chegaram aos municípios do entorno, o lugar é alvo da ação de carvoarias, que destroem vastas porções das matas nativas da região.

"A remoção da vegetação causa impactos visíveis, como o aumento da suscetibilidade do solo à erosão e o aumento da fragmentação de habitat terrestre", diz um trecho do relatório do Ibama.

"O processo erosivo, facilmente perceptível, pode comprometer a viabilidade ao médio e longo prazos de diversas nascentes e córregos, além de potencialmente alterar significativamente variáveis hidrológicas do rio Araguaia."

Concluído em março deste ano, o documento é o resultado de um extenso levantamento de campo coordenado há quatro anos pelo técnico ambiental José Guilherme Aires Lima, ligado ao ICMBio (Instituto Chico Mendes) e ao Cecav (Centro Nacional de Estudo e Proteção e Manejo de Cavernas). Segundo ele, ainda falta mapear cerca de 50% da área.

"Ainda há muito por descobrir. Mas certamente, por tudo o que pudemos identificar e catalogar até agora, podemos dizer que se trata de um local raro, único e que precisa ser conhecido e conservado", disse.

O estudo propõe a criação de um "mosaico" composto por cinco áreas prioritárias de proteção. Três delas, incluindo a região dos morros formados no núcleo da cratera, seriam constituídas como unidades de conservação --o grau de proteção e as restrições a serem impostas serão estabelecidos em uma segunda etapa do trabalho.

Nos municípios, a idéia causa polêmica. Em Ponte Branca e Araguainha, não falta quem diga que os futuros parques inviabilizarão a já combalida economia dos municípios. Aires Lima, no entanto, acredita que possa ocorrer o inverso.

"São poucos os lugares no mundo que podem dispor de uma riqueza como esta. Além de um campo de pesquisas para ciência e uma área muito relevante para a preservação do cerrado, estamos falando de um potencial imenso para o ecoturismo e o turismo científico. É uma oportunidade única, que não pode ser desprezada", disse Aires Lima.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Por que estudar meteoritos?

Um dos primeiros objetivos ao estudar meteoritos é determinar a história e origem dos corpos que lhes deram origem. Diversas amostras de acondritos, encontradas na Antártida desde 1981, mostram conclusivamente que tiveram origem na Lua tendo como base semelhanças na composição das rochas lunares obtidas pelas missões Apollo de 1969-1972. A origem de outros meteoritos permanece sem comprovação, apesar de se suspeitar que um outro conjunto de oito acondritos terem a sua origem em Marte. Estes meteoritos contêm gases atmosféricos capturados em minerais fundidos que condizem com a composição da atmosfera marciana conforme medida pelas sondas Viking em 1976. Presume-se que todos os outros grupos tiveram origem em asteróides ou cometas; crê-se que a maioria dos meteoritos são fragmentos de asteróides.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Meteoritos são pequenos?

Possuindo um tamanho relativamente pequeno (diâmetro inferior a 50 metros), os meteoritos são fragmentos de corpos sólidos naturais, como asteróides, planetas ou cometas, que se incandescem pelo atrito com o ar e são capazes de chegar à superfície terrestre.

Muitos confundem os conceitos de meteoro, meteoróide e meteorito. Basicamente, meteoróides são fragmentos de corpos celestes que vagueiam pelo espaço. Meteoro é a faixa de luz produzida conforme o fenômeno de passagem dos meteoróides, que se incandescem pelo atrito das partículas de ar. Os meteoritos são meteoróides que conseguem chegar à atmosfera terrestre.

A maioria dos meteoritos se desintegra ao entrar na atmosfera, no entanto, estima-se que cerca de 500 meteoritos de diversos tamanhos consigam atingir a superfície terrestre. Em relação à sua formação, os meteoritos podem ser classificados em pétreos, quando são formados por material rochoso; metálicos, por liga metálica; e siderolitos, compostos por uma mescla de material rochoso e metálico.

Embora a Terra seja bombardeada por vários meteoritos, os impactos desses fragmentos são muito raros. Para alguns, os meteoritos estão diretamente relacionados com o surgimento de vida na Terra, uma vez que, segundo essa visão, a vida se originou fora da Terra e chegou ao nosso planeta sob a forma de esporos. A extinção em massa dos dinossauros há 65 milhões de anos também está ligada aos meteoritos.

O maior meteorito conhecido até hoje é o Hoba West, encontrado próximo de Grootfontein, Namíbia. O mesmo possui 2,7 m de comprimento por 2,4 de largura e tem um peso estimado de 59 toneladas.